ENERGIA SOLAR OU TERRA ARRASADA?
O escândalo da “energia limpa” suja que envolve IVI ENERGIA e GTEL no Piauí
Amarante, no sul do Piauí, foi transformada em palco de um dos episódios mais contraditórios do chamado “capitalismo verde”. Sob o discurso sedutor da energia limpa, da sustentabilidade e da transição energética, duas usinas fotovoltaicas foram implantadas no município. Mas, por trás dos painéis solares, o que veio à tona foi um grave escândalo ambiental.
As empresas IVI ENERGIA e GTEL, responsáveis pelo empreendimento, estão sendo acusadas de invadir área de um loteamento urbano vizinho, sem licença ambiental e sem autorização dos proprietários, promovendo a retirada ilegal de mais de 5.000 metros cúbicos de terra. O fato teria ocorrido há menos de 60 dias e já provoca forte repercussão social, jurídica e institucional.
O VERDE DO DISCURSO, O MARROM DA DESTRUIÇÃO
As duas usinas, com potência conjunta aproximada de 6.888 kWp e mais de 11 mil placas solares, foram divulgadas como símbolo de progresso e modernidade. O local escolhido: os fundos do Loteamento Recanto dos Pássaros, uma das áreas urbanas mais valorizadas de Amarante.
Mas o cenário real é bem diferente da propaganda:
•solo completamente dilacerado;
•erosões visíveis;
•risco estrutural para imóveis vizinhos;
•desfiguração do loteamento;
•prejuízos diretos a moradores.
Isso não é “energia limpa”.
Isso é degradação ambiental travestida de sustentabilidade.
CRIME AMBIENTAL EM ÁREA URBANA
De acordo com as denúncias formalizadas, a movimentação de terra ocorreu:
•sem licença ambiental válida;
•sem autorização dos proprietários;
•em área urbana, o que agrava ainda mais o crime;
•com danos permanentes ao solo e à paisagem urbana.
Na prática, trata-se de uma violação frontal à legislação ambiental brasileira e às normas de ordenamento urbano. Não é falha burocrática. É ilegalidade material.
IVI ENERGIA E GTEL: O LUCRO É VERDE, O IMPACTO É LOCAL
As empresas tentam se escorar em estruturas societárias, SPEs e contratos para diluir responsabilidades. Mas a realidade jurídica é simples:
Quem se beneficia economicamente do empreendimento responde pelos danos causados.
Não existe:
•terceirização de culpa;
•neutralidade ambiental por conveniência;
•“energia limpa” construída sobre crime.
Lucro não apaga devastação.
Contrato não absolve crime ambiental.
MINISTÉRIO PÚBLICO, POLÍCIA E MERCADO NA MIRA
O caso já ultrapassou os limites do município. Segundo informações, estão sendo acionados:
•Ministério Público;
•Delegacia de Polícia;
•órgãos ambientais estaduais e federais;
•e até instâncias ligadas ao mercado financeiro e à Bolsa de Valores, devido ao impacto reputacional e regulatório.
A discussão já não é apenas ambiental. É também:
•violação da regulação do setor elétrico;
•uso indevido do discurso ESG;
•risco à credibilidade das energias renováveis no Brasil.
O SILÊNCIO DAS EMPRESAS É UMA CONFISSÃO MORAL
Até o momento:
•nenhuma coletiva;
•nenhuma nota técnica convincente;
•nenhum pedido público de desculpas;
•nenhuma proposta concreta de reparação.
O ESCÂNDALO é ampliado na linha de transmissão da EQUATORIAL , que está passando por área sem licença ambiental com retirada de material ilegal
O silêncio da IVI ENERGIA e da GTEL não é institucional — é estratégico.
Silêncio para ganhar tempo.
Silêncio para esfriar o escândalo.
Silêncio para apostar no esquecimento.
Mas, neste caso, o silêncio grita.
COLONIALISMO ENERGÉTICO: O NOVO NOME DO VELHO ABUSO
O modelo imposto a Amarante é perverso:
•o território sofre;
•a população arca com os danos;
•o lucro é privatizado;
•e o discurso “verde” serve de maquiagem.
Isso não é transição energética.
É colonialismo energético moderno.
Amarante vira zona de sacrifício para alimentar balanços empresariais e relatórios de sustentabilidade que não resistem a uma visita de campo.
UM RECADO DURO AO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL
O povo de Amarante não é contra energia solar.
É contra:
•ilegalidade;
•arrogância corporativa;
•desprezo pela lei;
•destruição urbana disfarçada de sustentabilidade.
Se a “energia limpa” nasce de práticas sujas, ela não é limpa — é fraudulenta.
AMARANTE EXIGE JUSTIÇA. O BRASIL PRECISA ABRIR OS OLHOS.
Este caso não será varrido para debaixo do tapete verde.
Amarante exige:
•responsabilização;
•reparação integral dos danos;
•punição exemplar.
E deixa um aviso claro ao país:
Energia limpa não pode nascer de terra roubada, licença ignorada e silêncio cúmplice.
Sem justiça ambiental, não existe transição energética.
Existe apenas marketing verde com impacto marrom.
