Piauí Agrário

IVI ENERGIA e GTEL - ACUSADA DE CRIME AMBIENTAL

 

 

IVI ENERGIA e GTEL

ACUSADA DE CRIME AMBIENTAL

 

ENERGIA SOLAR OU TERRA ARRASADA?

 

O ESCÂNDALO DA “ENERGIA LIMPA” SUJA QUE ENVOLVE IVI ENERGIA,    GTEL

 

E USINAS SOLARES EM AMARANTE (PI)

 

Amarante, no Piauí, foi transformada em laboratório de uma farsa ambiental.

Sob o discurso sedutor da “energia limpa”, do “progresso sustentável” e da “transição verde”, o município assiste a um escândalo de degradação urbana, ambiental e institucional, que expõe o lado mais perverso do capitalismo energético travestido de sustentabilidade.

 

O que está em jogo não é apenas uma obra.

É o desrespeito aberto à lei, à população local e ao próprio conceito de energia renovável.

 

O VERDE DO DISCURSO, O MARROM DA DESTRUIÇÃO

 

Duas usinas solares, com potência conjunta de 6.888 kWp e mais de 11 mil placas fotovoltaicas, foram anunciadas como símbolo de modernidade. O local escolhido: os fundos do Loteamento Recanto dos Pássaros, uma das áreas urbanas mais valorizadas de Amarante.

 

Mas o que se vê no chão é bem diferente do que aparece nos folders institucionais.

 

Segundo denúncias formalizadas e registros oficiais, as empresas UFV PI AMARANTE I E II LTDA, IVI ENERGIA e GTEL estão envolvidas na retirada ilegal de cerca de 5.000 metros cúbicos de terra, sem autorização dos proprietários, sem licenças ambientais regulares e em área urbana, o que agrava ainda mais a gravidade do caso.

 

O resultado:

  • solo dilacerado;
  • erosão visível;
  • risco estrutural;
  • desfiguração de loteamentos;
  • prejuízos diretos a moradores.

 

Isso não é “energia limpa”.

Isso é terra arrancada à força.

 

IVI ENERGIA E GTEL: O LUCRO É VERDE, O IMPACTO É LOCAL

 

O escândalo ganha contornos ainda mais graves quando se observa a cadeia de interesses.

 

IVI ENERGIA e GTEL, empresas que se beneficiam diretamente da energia produzida, figuram como cessionárias e corresponsáveis pelo empreendimento. Não são meras espectadoras. São parte ativa do negócio.

 

A tentativa de se esconder atrás de contratos, SPEs e estruturas societárias não engana mais ninguém.

 

A lei é clara:

 

Quem se beneficia economicamente do empreendimento responde pelos danos causados.

 

Não existe:

  • terceirização de culpa;
  • neutralidade ambiental por conveniência;
  • “energia limpa” construída sobre ilegalidade.

 

Lucro não absolve crime ambiental.

Contrato não apaga devastação.

 

CRIME AMBIENTAL, REGULAÇÃO FEDERAL E ANEEL NA MIRA

 

O caso já saiu do controle local.

 

O crime ambiental foi registrado, e a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) está sendo formalmente notificada, porque aqui não se discute apenas meio ambiente, mas:

  • violação da regulação do setor elétrico;
  • risco à credibilidade das energias renováveis;
  • uso indevido do discurso verde para encobrir ilegalidades.

 

Também foram acionados:

  • Ministério Público;
  • Delegacia de Polícia;
  • órgãos ambientais competentes.

 

O que acontece em Amarante não é um detalhe.

É um alerta nacional.

 

O SILÊNCIO DAS EMPRESAS É UMA CONFISSÃO MORAL

 

Até agora, nenhuma explicação convincente.

Nenhuma coletiva.

Nenhum pedido de desculpas.

Nenhuma reparação.

 

O silêncio da UFV PI AMARANTE I E II LTDA, da IVI ENERGIA e da GTEL não é institucional — é estratégico.

 

Silêncio:

  • para ganhar tempo;
  • para esfriar o escândalo;
  • para apostar no cansaço da população.

 

Mas o silêncio, neste caso, grita.

 

COLONIALISMO ENERGÉTICO: O NOVO NOME DO VELHO ABUSO

 

O que se tenta impor a Amarante é um modelo perverso:

  • o território sofre;
  • a população paga o preço;
  • o lucro vai embora;
  • e o discurso “verde” serve de maquiagem.

 

Isso não é transição energética.

É colonialismo energético moderno.

 

Amarante não pode ser tratada como zona de sacrifício em nome de balanços empresariais e marketing ambiental.

 

UM RECADO DURO AO SETOR DE ENERGIA RENOVÁVEL

 

O povo de Amarante não é contra energia solar.

É contra:

  • ilegalidade;
  • arrogância corporativa;
  • desprezo pela lei;
  • destruição urbana disfarçada de sustentabilidade.

 

Se a “energia limpa” nasce de práticas sujas, ela não é limpa — é fraudulenta.

 

AMARANTE EXIGE JUSTIÇA. O BRASIL PRECISA ABRIR OS OLHOS.

 

Este caso não será varrido para debaixo do tapete verde.

 

Amarante exige:

  • responsabilização;
  • reparação dos danos;
  • punição exemplar.

 

E deixa um aviso claro ao país:

 

Energia limpa não pode nascer de terra roubada, licença ignorada e silêncio cúmplice.

 

Por Redação

 

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